sexta-feira, 7 de março de 2008

No Dentista (Reprise)

JÁ FAZEM MAIS DE TRÊS ANOS QUE EU COLOCO MEUS TEXTOS NA NET. Primeiro era o fotolog, mas quando ele passou a permitir que apenas quem tivesse uma conta nele comentasse, tive o empurrão que faltava para vir para o blog, onde temos muito mais liberdade. Mas isso não significa que eu tenha parado de gostar do meu velho flog.

Hoje, por contingências do msn, acabei rodando nele... e achei esse texto que é bem divertido.

Um "Já te vi"...

Nota: a porcentagem no final se refere à pesquisa da dissertação...
Nota 2: Não sei se o link no final ainda funciona

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Antes de começar, eu tenho que explicar uma coisa. Eu odeio dentistas. Com força. Ao mesmo tempo, morro de medo. Resultado dessa soma: não perco uma revisão a cada seis meses (tá bom, perdi a última) e, se tiver que fazer algo, pode fazer tudo de uma vez. Não marque pra semana que vem, faça agora. E comece pelo pior.

((Lógico, ao declarar meu ódio aos dentistas, não quero dizer que eu não goste das pessoas que são dentistas. Ou melhor dizendo e sendo direto: apesar dela ser dentista, amo minha prima Chell de coração. Até porque, ao falando dela como dentista, foi uma das únicas não sádicas por quem fui atendido na vida)).

Mas uma das coisas que mais me estranha nos dentistas é o fato deles conversarem muito com você. Talvez seja a solidão de ficar em uma sala só com a atendente. E coisas que você simplesmente não pode responder. Não porque vc é ótário, chato ou qualquer coisa assim, mas é que é meio difícil articular as palavras quando você tem que manter a boca aberta, e a criatura está com as duas mãos, um sugador e um instrumento pontudo e muito afiado dentro da sua boca. Sim e não, a gente dá um jeito - hm hum e hã-hã. Mas coisas do tipo:

"Ah, então vc mora em Belém"?
"Hã-hã"
"E o que vc faz lá?"
"Hã-hã-ham-ha-nha-nham-ha"
"Ah, trabalha, né?"
"hã-hã"
"Faculdade?"
"Hã-hã"

E por aí vai.

Isso sem falar nas perguntas bobas, né? Ela enfia aquela broca (provavelmente uma criação conjunta de Lúcifer e Joseph Mengele), e

Uma das coisas que a gente poderia logo combinar era que poderíamso responder em código morse. Piscando. Uma piscada curta para *, e uma longa pra -. A conversa ficaria mais ou menos assim:

"Ah, então vc mora em Belém"?
"*** ** --"
"E o que vc faz lá?"
"-- * *** - *-* *- -** ---"
"Que interessante, em que?"
"*--* *** **"
"Nossa, psicólogo, deve ser bem interessante. E você..."
Nessa hora, de repente vc se encolhe todo, fecha os olhos e diz "aaaaahhhmmmm". Aí ela pergunta:
"Doeu"?
"-* *-, - *- ***- *- *** --- * - * -- *- -* --* -** --- *--* *-* *- -- * *-* -** *-"
"Seu grosso!"

Pois é, algo assim.

Inté,

Neto (já com o queixo sem anestesia).
82,5% concluído, mas em pausa pra trabalhar na palestra de amanhã!

P.S: Se tiver ficado curioso(a) com que raio está escrito em código morse, pode pegar a legenda em http://www.numaboa.com.br/criptologia/code/morse.php . Pode traduzir aqui o diálogo se quiser, hehe!

Um comentário:

Roberta disse...

Não me lembrava desse teu post...
Mas devo admitir: tá muito legal!
Bjs,
TE AMO!